Pa-la-vras

Metralhadora dos tempos modernos

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Ao choro do poeta ou ao moço que me ofereceu um retrato e hoje retribuo o presente…

Já fez um ano que a gente se conhece, sabia? O tempo largou de nos fazer objeto de estudo, arrancou nossa pele entre suas experiências e hoje estamos descabidos de proteção. Ainda olho em teus olhos, mas te imagino em uma realidade ainda mais distante da minha. Encaro suas mãos e as vejo mais impassíveis de serem seguradas. Só que eu ainda te reconheço, te sinto e te recordo.

Não quero te arrancar mais a pele. E juro que a idéia em te deixar em um retrato, para estar protegido e eu  te relembrar, me agrada. Mas não te faria viver, por isso arranco os laços que possam te prender a mim e tento te cuidar de mansinho, do jeito que sei que gosta. No silêncio que te agonia, no entanto te dá vontade de conhecer mais a vida. Porque no fundo, Ma.. – deixe-me ficar quieta! Não posso dizer teu nome aqui. Porque no fundo…  gostaria que minhas palavras tivessem o poder de se fazerem roteiro nessa nossa vida. Gostaria de encurtar os espaços que estão formados. Mas cê sabe que não podemos. A cada dia os sonhos se encurtam por serem impassíveis do real. E me sinto desfalecer um pouquinho por deixar de acreditar neles.

Sei que cê continuará sonhando, isso está aquém de onde você está. É quem você é. Só queria que entendesse meu silêncio que não te preencheu, eu sei. Que não te alimentou, não te aqueceu em noites frias e muito menos te deu amor. É… não dá, não dá! Por isso hoje te liberto pra ser mais. Pra sonhar mais, descobrir mais, viver mais. Já que em mim o sonho se esvaeceu e permanecerá tudo assim:  Você entre teus sonhos e eu no dever de ficar presa neste retrato… que te ofereço a guardar com esmero e carinho. Não vá embora. Só me deixa continuar te vendo na distância que me alimenta o riso…

 (PalavraMunida)

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Se a democracia é feita e pautada sobre moldes de força, desrespeito, egoísmo e pressa, a mesmo perde sua essência e o movimento que tanto é prezado, perde sua legitimidade.
PalavraMunida

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Playlist devidamente recolocada, Anony…

Enquanto estamos na fase de vestibular, acreditamos que a vida é correria apenas por este momento. Daí chega a faculdade e a gente vê que o tempo só tende a se tornar mais escasso. hahaha

Sei lá, enfim, não abandonei aqui ainda.

Continuo entrando.

Peço desculpas quanta a falta de postagens…

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Marina, a flor, o carrasco, a essência, a imaginação, as três mil faces e mais um bocado de conceitos que não servirão para lhe dar significado ao jeito! Menina-moça-mulher-senhora, entre todas, a candura em seu âmago e seria a pena ou a benção por sentir em demasia tudo que a faz dedilhar? Marina seria o toque da pétala que se desprende da flor ou o a ventania que carrega suas três mil faces? Marina é o estilhaço da esperança que cresce no peito de qualquer mocinha ao se apaixonar! Além do riso da menina que se perde em labirintos de brincadeira. Marina é também a mulher com os cabelos ruivos, avoaçados e selvagens. É a alma com cor de vida que atravessa uma rua com calma e enche as mãos pra salvar quem mais esteja perdido. Marina está entre suas três mil faces e mais a surpresa do parabéns a sua, como a mesma costuma chamar: Mama. Ê Marina… continua a se perder para se reconstruir ou trata logo de continuar assim… Deixando teus pedacinhos, que ainda que acredite estarem quebrados… enche os olhos de qualquer um que por tanto te ver, por ti perpassa.
Três mil e uma faces de Marina (PalavraMunida)

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não é minha morte que me 
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte 
de coisa
nenhuma.

no entanto 
eu quero que ela
saiba
que dormi
todas as noites
a seu lado

e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas

e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora
ser ditas:

eu te

amo.

BUKOWSKY, Charles

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Quero o amor de Lisbela

 

Ô relógio que se aventura em se danar pelos esquadros dessa história. Ô ponteiro que teima em se arrastar em tempos de agonia ou corre em tempos de sentir. Ô menina que já tem o bilhete comprado pro trem das onze… permanece mais um cado comigo. Entrelaça nossas mãos enquanto eu te seguro pelos cabelos desgrenhados, o corpo pecaminoso, o sentido todo bagunçado. Adia tua partida pra próxima semana, deixa que venham te resgatar e eu te defender pra permanecer. Prometo botar o calendário na geladeira de 5 anos atrás, deixa. Quem sabe só mais um ato pra gente encenar, sem falas, quietinhos, só no olhar. Até vale se tu acabar com a brincadeira, ou me abraçar, me beijar, e eu continuar em silêncio, esperando tu falar: - Que que ta pensando? - Poste um sorriso meu ao imaginar a cena.

Ô coisa doída essa da espera da tua partida, vê? E oque dói não é tua ida, Lisbela. É que sei que não tornarei a vê-la como antes. Não poderei subir a rua pra te buscar pra cá, um cheiro em teu pescoço fino, te provocar o riso sem jeito, a vergonha costumeira… Ô rotina que fará falta essa nossa. Pois, se disser que entenderei a distância, é calúnia, Lisbela, calúnia!

Sempre tornarei a dizer, a compor a falta. Já que em teus braços que me trouxeram ensinos preciosos e da tua voz aveludada que soou como um som amigável de um violão, hoje torna a rasgar a nota chorosa dessa madrugada, que de fria? Tem nada! Mas falta já se adianta em saudade pro próximo trem das onze que cê for, Lisbela.

Pode ir…

Pode não, torna a voltar logo aqui, ande.

De alguém que não se chama saudade, mas que já tornou a sê-la antes de senti-la

(PalavraMunida)

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